A Religião não aceita o Batismo de João

Os líderes religiosos na época de Jesus Cristo - da Igreja onde foi apresentado por Maria e José quando ainda era bebê - chegaram na presença dele quando tinha em torno de 30 anos e recém havia começado o seu ministério, e lhe dirigiram uma pergunta: “Com que autoridade fazes tu estas coisas?”. Eles se referiam aos grandes milagres que Ele realizava e que eles como líderes religiosos que eram, deveriam reconhecer como fatos naturais do Grande Deus que alegavam servir.

Jesus conhecia claramente a intenção do coração deles de questionar a sua Divindade. Para eles, quem não era do grupo deles certamente não fazia parte da comunhão da qual eles se julgavam no direito de ser donatários. Jesus simplesmente lhes devolveu a pergunta com outra pergunta: “O batismo de João é de Deus, ou é invenção dos homens?”


Jesus havia entrado no rio Jordão e fora batizado por João Batista, ou seja, Ele mesmo decidiu ser batizado ainda que João se opusesse e dissesse que ele era quem deveria ser batizado por Jesus, que era maior do que ele. Jesus, porém, lhe respondeu que é assim que cumprimos a justiça de Deus para não sermos condenados com o mundo. Os fariseus com a sua religião de 365 preceitos, não contemplava arrependimento, condição necessária para o batismo. Eles provavelmente achavam ridículo ter que entrar num rio poluído e serem mergulhados por um homem vestido de pele de camelo ao invés de usar vestidos compridos e mitras nas cabeças como eles usavam.

Batizar ou baptizar significa mergulhar. Em outras palavras, Paulo disse que fomos sepultados na semelhança de sua morte pelo batismo, para também sermos ressuscitados com Ele na sua semelhança. O batismo significa ser enterrado como o velho homem para que o novo homem, renascido a semelhança de Cristo possa viver segundo Jesus. Portanto, segundo a Bíblia, a água na cabeça nada tem a ver com batismo, e muito menos em crianças inocentes, pois batismo tem a ver com arrependimento e mergulho do corpo em forma de sepultamento.

A religião não aceitou o batismo que Jesus aceitou e foi confirmado por Deus, pois quando Jesus saía das águas do rio Jordão, ouviu-se uma voz do céu que dizia: “Este é o meu Filho amado em quem me comprazo”. Ao mesmo tempo pousou o Espírito Santo em forma de pomba sobre Jesus. Estavam confirmando este batismo: O Pai, e o Filho e o Espírito Santo. Quer mais do que isso?

Os fariseus tinham que dar uma resposta a Jesus na presença do povo. Eles então cochicharam e racionaram entre si. Se dissermos que é de Deus, Ele vai dizer porque não o crestes então. Se dissermos que é dos homens, o povo vai nos apedrejar por que todos reconhecem João Batista como profeta de Deus. Preferiram então dizer: “Não Sabemos”. E Jesus na hora lhes disse que também não lhes responderia com que autoridade fazia estas coisas.

Que resposta darias tu agora, se Jesus estivesse te perguntando: “ O batismo de João era de Deus ou dos homens?” Preferes não ter que te comprometer com Deus e a sua justiça? Ou te humilhas reconhecendo que és um pecador e precisas de arrependimento e perdão de Deus?

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Por que a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor chamar” (Atos 2:38,39).

“Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres” ( Atos 8:12).


Pr. Waldir C. Grooders –