UM DECRETO NA FORNALHA


Muitos déspotas apareceram na história do homem, mas, poucos se equiparam ao rei da Babilônia, Nabucodonozor. Depois de ter conquistado muitos países e fazendo prisioneiros de guerra - os quais o serviam de graça por muitos anos - levou entre eles alguns jovens hebreus que amavam e serviam o Senhor Deus, Criador dos céus e da terra.


Sua fama era tanta que o seu orgulho cresceu mais que o seu império, resultando daí uma necessidade constante de um auto-endeusamento. Não demorou muito para que fosse “inspirado” pelos “deuses” para fazer uma estátua de ouro de quarenta metros de altura em sua homenagem.

Como todo falso “deus”, ele precisava afirmar a sua divindade exigindo a adoração de todo ser humano no seu império. Fez um decreto em que, qualquer pessoa que não se ajoelhasse ao som de instrumentos de música executados por todos os músicos em toda parte numa hora previamente definida, seria jogado numa fornalha de fogo ardente.

Os instrumentos musicais se ouviam em todas as suas províncias, enquanto os joelhos dos “fiéis” iam se dobrando. Porém, foram vistos três jovens que permaneciam em pé, sem darem a mínima para o decreto de morte do rei. Logo foram chamados à presença de “sua majestade” para darem explicações. Enquanto o perplexo rei contemplava a coragem dos três rapazes, ouviu de seus lábios que eles não se ajoelhariam diante da estátua de ouro, nem de qualquer estátua feita à imagem e semelhança de homem algum. E, que, se o Deus dos céus não os livrasse, prefeririam morrerem queimados.

O rei querendo mostrar complacência com os “réus”, mandou tocar os instrumentos de música outra vez, esperando que os rapazes se curvassem. Não deu outra, os jovens continuaram firmes em suas convicções, permanecendo em pé diante do Deus Criador.

O rei imediatamente mandou que fossem jogados na fornalha aquecida sete vezes mais, conforme a sua raiva multiplicada contra o Deus dos céus. O rei, muito curioso para saber se haviam virado cinzas, espiou pela porta da fornalha e viu quatro pessoas passeando dentro do fogo. Estupefato pelo que via, perguntou se não foram três os que foram jogados no fogo. Ao receber a afirmação, seus olhos puderam contemplar o Quarto Homem vestido com vestes muito brancas e lindas.

O rei, convencido pela fé dos rapazes, mandou que fossem soltos imediatamente e que qualquer pessoa que blasfemasse contra o Deus de Satraque, Mesaque e Abdenego, fossem jogados na fornalha e destruídos. (Daniel 3).

Como seria bom se hoje tivéssemos mais jovens assim, dispostos a vencer o mundo ao invés de se dobrar diante dele. Jovens que permanecessem firmes contra as drogas, a prostituição, o roubo e a corrupção, procurando amar a Deus sobre todas as coisas. Jovens que mudariam decretos e até nações inteiras, simplesmente por não entregarem as suas convicções ao orgulho e à vaidade de pessoas que vivem apenas para o seu ego.


Pr. Waldir C. Grooders –