advert 1
advert 2
advert 3
Homens também choram Imprimir

Quando o pai voltava do trabalho, o garotinho corria com os braços abertos em busca de um abraço aconchegante. Mas, o pai, acostumado à educação rígida e equivocada do início do século vinte, ia logo dizendo: "homem não abraça homem". O menino ficava sem saber o que fazer com a vontade de demonstrar seu afeto e carinho àquele a quem amava e admirava. Isso lhe causava extremo desconforto, mas foi se acostumando a não abraçar o pai, e nem chorar, pois "homens não choram", segundo a mesma educação que recebia. Sempre que algo o infelicitava, prendia o choro na garganta e corria para os braços da mãezinha dedicada, a quem podia abraçar sem medo de ser menos homem. Esse conceito ancestral, infelizmente, ainda é muito comum nos dias de hoje. Muitos filhos homens não se sentem à vontade para abraçar seus pais e, menos ainda, para beijá-los.

 

Aquele garoto, que agora já está com mais de 75 anos de idade, conta que foi muito difícil conviver com a dificuldade de extravasar seus sentimentos com quem quer que fosse. Não conseguia abraçar os amigos, não conseguia chorar graças às orientações que recebera na infância. Diz ele, que só conseguiu vencer essa barreira, com muito esforço, há pouco tempo. Hoje ele consegue se entregar num abraço sem medo de ser feliz. Mas chorar em público é algo que procura evitar, pois a frase ouvida muitas vezes na infância, ainda o persegue: "homens não choram". Mas a lógica nos diz que os homens também podem e devem chorar, sem que isso os diminua como homens. Homens que se privam de extravasar suas dores e tristezas pelas lágrimas, geralmente arrebentam o coração em enfartes fulminantes. O que faz um ser humano ser digno não é o fato de deixar de chorar, ou de evitar se envolver num abraço. O que dá dignidade a um homem é a sua capacidade de amar, de se entregar, de se deixar levar pela emoção sadia. (www.ejesus.com.br)

 

Uma das coisas mais lindas do Evangelho e da própria história do homem na Bíblia é o seu choro. Jesus chorou em público sobre Jerusalém no Domingo de Ramos. Também chorou e se emocionou muito ao chegar ao túmulo de seu amigo Lázaro que havia morrido há três dias. A grande maioria das religiões que são abraçadas pelas pessoas de hoje, acham ridículo o choro, principalmente em público. Qualquer psicólogo honesto certamente dirá que o choro é a melhor terapia para traumas, sejam eles quais forem. Portanto, quando sentires vontade de chorar, não esqueça que aquele pouquinho de sentimento de Deus que você ainda carrega, pode ser o melhor remédio e talvez o único refrigério para tua alma cansada.