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Casa do pão Imprimir

Não há pão a casa do pão. A presença de Deus tem deixado de ser prioridade na Igreja moderna. Estamos como padarias abertas, mas que não têm pão. Além disto, não estamos realmente interessados em oferecer pão. Apenas gostamos do bate-papo ao redor dos fornos frios e prateleiras vazias. Na verdade nem ao menos sabemos se o Senhor está ali ou não. Estamos preocupados demais com as migalhas de pão que restaram, que já nos acostumamos com nossa anemia espiritual.

 

Quando Jesus passou na frente do templo em Jerusalém, no domingo de ramos, provavelmente os hosanas e aleluias de um povo avivado, incomodaram o culto frio e sem vida da religião dos homens sem Deus. Poucas pessoas participavam dos cultos, porque a grande multidão descobrira o culto da presença de Deus ao lado de Jesus Cristo.

 

Quando o povo se dirige para buscar a Deus, é porque está faminto da sua presença. Então nós enchemos a sua paciência com histórias e gestos religiosos como migalhas da nossa padaria sem pão. Dissemos que está gostoso e que no céu terá mais. Enquanto isso, a ansiedade de ver Deus ou alguma coisa dele não é satisfeita. E no meio de tantas promessas o povo se cansa e não volta mais para nossa padaria sem o pão quentinho dos céus.

 

Aquilo que é bom tem sido inimigo daquilo que é melhor. Você realmente está satisfeito daquilo que você tem de Deus? Seria isso a verdadeira comunhão com Cristo? Viver sem nunca saciar a fome ou a sede é bom? As migalhas não substituem o verdadeiro. Deus está ansioso em se manifestar e abraçar seus filhos.

 

O que mais incomoda a Deus é quando roubamos o seu lugar na igreja, e diante do povo nos portamos como se Deus não pudesse ter vindo ao culto e nos mandou para que o representássemos. Mas ele garantiu que sempre estaria entre nós nas nossas reuniões em seu nome. Ele quer nos encher do seu Espírito Santo e de dons. Enquanto isso ficamos no altar enchendo o povo de histórias e gestos penitentes e não deixamos Deus se manifestar. Calamos a sua boca com a nossa teologia a seu respeito. Não lhe damos oportunidade para demonstrar na prática o seu amor e poder, porque temos o nosso culto programado na liturgia, e qualquer coisa fora disso incomodaria a “Deus”.

 

Olhamos para as prateleiras que estão vazias de pão. Então pensamos que o pão deve estar no forno, mas quando alguém abre a porta vemos que este está frio e sem fogo. Nesse momento nosso estômago começa a roncar pedindo pão. Mas não tem pão.

 

Que possamos, como homens de Deus, seguir o exemplo de João Batista e sumir nos púlpitos das igrejas deixando o Espírito Santo operar dirigindo o culto, preparando o caminho de Deus em Glória por Cristo Jesus, para que sempre tenha pão quentinho na casa do pão.