A MÃO MISTERIOSA

Na antiga Babilônia houve um rei cujo nome era Belsazar. Seu falecido pai, de nome Nabucodonozor, havia sido transformado num “lobishomem” porque quis ser igual a Deus. Durante sete anos, por castigo de Deus, esse rei viveu no mato comendo capim com outros animais, sendo banido do convívio humano.

 

Seu filho Belsazar reinou em seu lugar, e logo deixou transparecer o orgulho herdado de seu pai. No dia do seu aniversário fez um grande banquete convidando cerca de mil pessoas. Entre elas estavam presidentes, governadores, prefeitos e demais autoridades políticas com as suas esposas, além das muitas concubinas.

Tudo transcorria normalmente, até que o rei achou que poderia usar os vasos e cálices de ouro para completar a bebedeira de vinho. Logo estavam todos bebendo até cair, debochando do Deus Único e Verdadeiro, dando honras aos falsos deuses de madeira, de pedra, de ferro e de bronze. Enquanto louvavam os seus santos, inesperadamente surgiram na parede estucada do palácio, uns dedos enormes que escreviam uma frase: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM.

Diz a Bíblia que o rei afrouxou os ombros e batia os joelhos um no outro de tanto medo. Ele sabia o que poderia acontecer, por causa da loucura de usar objetos consagrados a Deus de um Templo dedicado a Deus. Mesmo assim, como muitas pessoas hoje, arriscam e provocam para ver se Deus fará alguma coisa.

Ninguém conseguiu decifrar as letras na parede. Havia, porém, um homem de Deus trazido de Judá, chamado Daniel, um homem reconhecido como profeta, tendo em seu interior um espírito excelente, pois era justo e não tinha vícios. Logo que foi chamado, Daniel decifrou o enigma pelo Espírito de sabedoria de Deus, dizendo: “Pesado foste na balança; e achado em falta. Hoje o teu reino foi rasgado de ti” (Daniel 5).

Na mesma noite o rei Dario, do império medo-persa, atacou o palácio e matou o rei belsazar, poupando o profeta Daniel que muito lhe foi útil no seu reinado, destacando-se entre cento e vinte e três príncipes constituídos a dedo pelo rei.

Com Deus não se brinca, tudo o que o homem semear, isso também colherá. Dar honra a deuses fabricados pelas próprias mãos como se fossem o verdadeiro Deus; levar e usar no mundo o que foi consagrado única e exclusivamente a Deus, no mínimo é brincar com a própria vida. É ignorar o que Deus deixou bem claro na sua Palavra: “Não terás outros deuses diante de mim; Não farás para ti imagens de escultura, nem alguma semelhança daquilo que há no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás diante delas e não as servirás; pois eu sou o teu Deus...” (Êxodo 20:3-5).

 

Pr. Waldir C. Grooders